Filosofia Online


Segunda-feira , 04 de Junho de 2007


Aula do dia 29/05

Sigmund Freud

Citações:

 

"Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo".

 

Quando li essa frase logo me lembrei de uma dinâmica em grupo da qual participei há uns dois anos atrás, quando estava procurando emprego. Estávamos em 20 pessoas mais ou menos. A funcionária do RH da empresa, acompanhada por uma psicóloga, pediu para que formássemos duplas e contássemos ao nosso par o que gostávamos de fazer nas horas de lazer, quais eram nossas qualidades, defeitos etc. Assim o fiz com a mulher de aparentemente 30 anos, com a qual formei a dupla. Então a funcionária que conduzia a dinâmica nos disse que uma dupla por vez se apresentaria e cada membro da dupla falaria sobre a pessoa com quem havia conversado. Nesse hora pensei: lá se vai minha chance! A mulher com quem eu havia conversado era daquele tipo meio fútil e mal prestou atenção no que eu havia dito. Quando ela me apresentou ela deixou de falar coisas importantes que eu havia dito, como ouvir música, ir ao cinema e ler livros (que obviamente não determina se você será escolhido para a vaga, mas é o que todos os entrevistadores “gostam” de ouvir) e mencionou coisas que eu nem havia comentado: “A Denise é uma pessoa muito alegre, gosta de se divertir com os amigos, namorar (...)”. Se fosse atribuída a mim a tarefa de selecionar uma pessoa para uma vaga e ela me falasse na entrevista “ah, gosto de namorar, sair com os amigos”, ela com certeza não seria contratada. Não que sejam coisas erradas, claro que não. Faz parte da vida de todo mundo. Mas existem comentários mais proveitosos para se fazer em uma entrevista de emprego.  Quando foi a minha vez de falar sobre ela, eu deixei de lado as coisas que ela me disse que eu considerava impróprias (“queima-filme”) e ressaltei aquilo que eu achava importante ser dito numa entrevista. Concluindo: eu fui selecionada, ela não. E isso aconteceu com todas as duplas. Acho que a psicóloga que participava da dinâmica se baseou exatamente nesse princípio supracitado para escolher os candidatos.

 

Escrito por dstrolezi às 05h52 PM
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"A crença em Deus subsiste devido ao desejo de um pai protetor e imortalidade, ou como um ópio contra a miséria e sofrimento da existência humana”.

 

"Um homem que está livre da religião tem uma oportunidade melhor de viver uma vida mais normal e completa”.

 

   Há várias teorias a respeito do surgimento do universo, mas de fato não sabemos ao certo de onde viemos, porque estamos aqui, para onde vamos (se é que vamos!). A maioria das pessoas encontra na religião um alívio para a angústia que essas questões provocam. Temos que acreditar que o sofrimento pelo qual passamos aqui na “terra” é passageiro, que se somos boas pessoas seremos recompensados e que existe um paraíso esperando por nos após a morte. Afinal, se não acreditarmos nisso, como poderemos seguir em frente? É isso que as pessoas buscam na religião: conforto. Cada uma com a sua crença e suas regras. Não importa qual você escolhe; o importante é se sentir bem. Porém, algumas religiões são mais rigorosas e decretam quais são os atos condenáveis, como assistir TV, por exemplo. De fato a programação da maioria das emissoras deixa a desejar. Mas proibições não funcionam. Tudo o que é proibido é atraente. Além do que, ninguém melhor do que você mesmo para saber o que é bom ou não para você. Você pode ser uma pessoa de fé, que freqüenta a igreja e assiste TV, ciente de quais são os programas que trarão conhecimento e diversão, não alienação. Não é o fato de assistir ou não TV que vai formar uma pessoa de fé, uma pessoa boa. Tantas pessoas seguem as regras impostas pelas religiões que freqüentam, não assistem TV, mas em determinadas situações demonstram ser pessoas preconceituosas, egoístas. O que dizer do destino do dinheiro recolhido em algumas igrejas? E os padres pedófilos? É como diz aquela piadinha: “Ir à igreja não faz de você uma pessoa de fé, assim como ir à garagem não faz de você um mecânico”.

 

Escrito por dstrolezi às 05h52 PM
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Aula do dia 29/05

"A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas”.

 

Destruição das florestas, poluição, efeito estufa, aquecimento global, derretimento das calotas polares...são as conseqüências de todos os atos impensados, da ambição do homem.

 

"A inteligência é o único meio que possuímos para dominar os nossos instintos".

 

Instinto de destruição, diga-se de passagem. “Síndrome de Cérebro”: “vamos tentar dominar o mundo!!!”.

O homem consegue construir foguetes magníficos, ver a Terra da Lua, descobrir se existiu vida em Marte...mas não consegue ajudar ao próximo que morre de frio e fome na esquina da sua rua.

 

Caricatura produzida na ocasião do movimento cultural “Freud 150 anos – Arte do Inconsciente”, que aconteceu entre maio de 2006 e maio de 2007, em comemoração aos 150 anos que se completaram do nascimento deste que é considerado o pai da psicanálise.

 

Escrito por dstrolezi às 05h52 PM
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